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Coronavírus: Como é viver em São Paulo no meio de uma pandemia

Coronavírus: Como é viver em São Paulo no meio de uma pandemia

São Paulo, 21 de março de 2020, 9 da manhã. Em dias normais os Shopping Centers estariam cheios, as avenidas já teriam engarrafamentos, veríamos vários aviões e helicópteros cortando o céu da cidade mais populosa e agitada do Brasil.

Mas não, hoje não é um dia normal, pois o coronavírus (COVID- 19) que chegou ao Brasil em fevereiro, trazendo o caos inicialmente para São Paulo, agora já atingiu os outros estados brasileiros e neste momento, começamos a sentir na pele o que esse vírus é capaz de fazer.

Aqui em São Paulo, o governador João Doria, adotou várias medidas para conter o avanço do vírus e até emitiu um decreto que obriga o fechamento dos estabelecimentos comerciais.

O decreto estabelece que a partir do dia 24 de março só poderão funcionar normalmente serviços essenciais, ou seja, aqueles que são necessários para a população, como: hospitais, farmácias, supermercados, padarias, delegacias e limpeza pública. Restaurantes e lanchonetes podem continuar funcionando, mas apenas com serviço de entrega.

Segundo o governador, essas medidas são importantes, pois a menor circulação de pessoas diminuirá a transmissão do vírus. A cada entrevista coletiva dada por João Dória, novas medidas são repassadas à população para que os cidadãos tomem mais consciência da gravidade da situação.

 

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No entanto, uma parte da população acha que essas medidas são exageradas, histéricas, pois não há motivo para fechar shoppings, parques e tampouco para entrarmos em quarentena.  O próprio presidente do Brasil minimiza a situação chamando o coronavírus de “uma gripezinha”. Mas não é bem assim.

De acordo com especialistas, a COVID-19 é uma doença infecciosa causada por um novo vírus que nunca havia sido identificado em humanos e tem sintomas parecidos com uma gripe: tosse, dores musculares, dor de garganta, congestão nasal, febre, além de falta de ar. Ela se assemelha mais a uma pneumonia severa que pode levar à insuficiência respiratória. Por isso, pessoas idosas e portadores de doenças crônicas são mais afetados.

A gripe é uma infecção provocada pelo vírus Influenza, que pode ser do tipo A ou B. A gripe dura de 5 a 7 dias, causa dor no corpo, tosse, dor de garganta, febre alta e em alguns casos pode complicar para uma sinusite ou pneumonia. Já os resfriados, duram em média três dias, causam coriza, mal-estar leve e febre baixa.

A principal diferença entre a COVID-19 e a gripe comum é a rapidez na proliferação. Por isso, transformou-se rapidamente em pandemia.

Em menos de três semanas, a COVID-19 sobrecarregou e colapsou completamente o sistema de saúde da Itália, e a previsão é que isso também aconteça no Brasil dentro da primeira quinzena de abril.

É por isso que neste momento é importante o fechamento do comércio, dos serviços não essenciais e dos espaços públicos.

Por causa da obrigatoriedade de entrarmos em quarentena, as pessoas começaram a se preocupar com a escassez de alimentos e outros produtos de primeira necessidade.

 

 

Porém, o Governador, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Ceagesp e o próprio Ministério da Agricultura asseguraram à população que não haveria desabastecimento nos supermercados e feiras.

E eu realmente acredito nisso, porque a produção de alimentos e de outros insumos vai continuar funcionando normalmente, principalmente no estado de São Paulo, que é responsável por 40% de tudo o que é produzido no Brasil.

Apesar das recomendações para evitar aglomerações, as pessoas correram para os supermercados a fim de encherem seus carrinhos de produtos em quantidades desnecessárias, e o pior: se aglomerando nas filas dos caixas.

Sinceramente, eu não senti muito o impacto da quarentena no meu dia a dia, pelo menos por enquanto. Como você deve saber, eu trabalho em casa e todos os meus cursos são online, portanto, não tenho que me deslocar, e quando eu dou aulas é através de videoconferência. Sendo assim, o contato físico é zero. E em tempos de pandemia, isso é uma grande vantagem.

Outra coisa, eu já saía pouco, mesmo antes do surgimento do coronavírus, pois além de trabalhar em casa, meu bairro oferece vários serviços. No raio de 3 quarteirões eu tenho 4 supermercados, umas 5 farmácias, 3 padarias, 2 lotéricas, 3 bancos, 1 parque público e outros serviços.

Eu só saio do meu bairro para ir a um evento ou algo interessante que realmente valha a pena o deslocamento. Mas é claro que mesmo sem ter a necessidade de me deslocar, é muito estressante ficar em quarentena e viver sob a tensão de estar no meio de uma pandemia.

A impressão que eu tenho é de estar vivendo num filme de ficção científica, como no filme Contágio ou Ensaio Sobre a Cegueira, apesar de que a situação atual não chega a ser tão crítica assim… já passamos por coisas piores.

Entre 1918 e 1919, uma epidemia se alastrou pelo mundo, deixando milhões de mortos e ganhando a fama de ser a grande “mãe das pandemias” dos tempos modernos. Era a Gripe Espanhola.

Um terço da população do planeta foi infectada pelo vírus, e 50 milhões não resistiram a ele, quase três vezes mais do que o número de mortos na 1ª Guerra Mundial.

E não muito tempo atrás, outro vírus deixou o mundo em alerta: o H1N1. Popularmente conhecida como gripe suína, a pandemia do vírus H1N1, ocorrida durante 16 meses nos anos de 2009 e 2010, não foi tão séria quanto o coronavírus.

A taxa de mortalidade do H1N1 foi estimada em 0,026%, ou seja, 26 a cada 100 mil casos. Já a Covid-19 tem uma taxa de mortalidade de 3,7%, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em menos de três meses, o novo coronavírus já registra um total de mortes que se aproxima de todos os óbitos da pandemia de H1N1 (Influenza A). Pelos números da OMS (Organização Mundial da Saúde), foram 14.652 casos fatais pelo novo vírus, enquanto a antiga gripe matou um total de 18.449.

Apesar de todo o estrago que coronavírus está deixando e ainda vai deixar, podemos tirar alguns ensinamentos de tudo isso.

Primeiro, o sistema público de saúde do Brasil precisa ser melhorado e desenvolver remédios e vacinas com mais rapidez.

Segundo, o coronavírus deixa a humanidade mais preparada para lidar com pandemias futuras.

 

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Terceiro, devemos preservar os ecossistemas, minimizando o risco de outros vírus de animais silvestres passarem para as pessoas.

Sabe, apesar de tudo, eu estou tranquilo. Como eu disse antes, já passamos por coisas piores. Meu conselho para superar esse momento é: tenhamos calma, solidariedade e otimismo.

“E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre.” CHICO XAVIER.

 

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Vocabulário

Emitir um decreto: to issue a decree
Entrevista coletiva: collective interview
Repassar à população: to pass on to the population
A gravidade da situação: the seriousness of the situation
Isso não é bem assim: this is not quite so
Ela se assemelha mais a uma pneumonia severa: It more resembles severe pneumonia
Portadores de doenças crônicas: carriers of chronic diseases
Causam coriza: they cause runny nose
Ele sobrecarregou e colapsou: it overloaded and collapsed
Primeira quinzena de abril: first half of April
Escassez de alimentos: food shortage
Eles asseguraram à população: they assured the population
Insumos: inputs
Evitar aglomerações: to avoid agglomerations
No raio de 3 quarteirões: Within 3 blocks
Que realmente valha a pena o deslocamento: that is really worth the displacement
Uma epidemia se alastrou pelo mundo: an epidemic has spread across the world
Óbitos: deaths
Apesar de todo o estrago: Despite all the damage
Animais silvestres: wild animals

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